Conheça o Mestre de Bateria da Caprichosos de Pilares...

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Mestre Alexandre

O gosto pela folia começou aos 6 anos, quando passou a acompanhar os blocos de embalo de Pilares, bairro onde nasceu e ainda reside. À quadra da Caprichosos chegou através de amigos, aos 11/12 anos, com os quais desfilou na ala mirim da agremiação.

Seu encontro com a bateria seu deu aos 15 anos, sendo recebido por mestre Ricardo. Tocou caixa de guerra, tamborim, conheceu outros naipes, tudo sob a orientação ainda de mestres como Paulinho, atualmente na Un. de Vila Isabel, e Luizinho.

Em 1993, finalmente, era convidado para ser um dos diretores do segmento. O então regente da chamada Venenosa, mestre Paulo Renato, deixou o tamborim aos cuidados de Alexandre, que pouco depois passava a auxiliá-lo com olhar atento a todos os instrumentos.

Com o afastamento de Paulo Renato, foi alçado a mestre da bateria pelo presidente, à época, Fernando Leandro. Lamentavelmente, comandou os ritmistas da azul e branca somente de 1999 a 2001, pois um problema de saúde o impediria de permanecer na regência.

Mas, em 2005, o bom filho à casa tornava. Com sua experiência e humildade, retomou o trabalho na bateria como auxiliar do saudoso mestre Louro. Quando este último optou por um novo caminho, a Porto da Pedra, em 2007, Alexandre reassumiu o cargo de mestre. Desta vez, no entanto, ele teve a companhia de mestre Zumbi, com quem dividiu a batuta até 2009.

Iniciada a administração do presidente Cezar Thadeu, mestre Alexandre voltou a conduzir a bateria sozinho. Com o apoio recebido, realizou o sonhado trabalho de base junto aos ritmistas, estratégia que, no carnaval 2012, rendeu não só as notas máximas como os prêmios Samba-Net e Jorge Lafond.

Hoje, identificada em especial pela versatilidade e precisão nos surdos - em cima dos quais são normalmente criadas as convenções -, a bateria da Caprichosos de Pilares é também um ciclo de amizades, um exemplo de boa convivência.